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Creep - Radiohead When you were here before, couldn't look you in the eye. You're just like an angel, your skin makes me cry. You float like a feather, in a beautiful world I wish I was special, you're so fucking special. But I'm a creep, I'm a weirdo. What the hell am I doing here? I don't belong here. I don't care if it hurts, I want to have control. I want a perfect body, I want a perfect soul. I want you to notice, when I'm not around. You're so fucking special, I wish I was special. But I'm a creep, I'm a weirdo. What the hell am I doing here?. I don't belong here She's running out the door, she's running, she run, run, run, run, run. Whatever makes you happy, whatever you want. You're so fucking special, I wish I was special, but I'm a creep, I'm a weirdo. What the hell am I doing here? I don't belong here, I don't belong here.
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Monday, November 07, 2005
O meu novo Blog está aqui.
Posted at 10:09 am by memento
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Friday, September 23, 2005
Fecho aqui um ciclo,
páginas não recicláveis
de um livro já gasto
encerro uma liberdade
desaparecida
no vácuo da minha procura interior
prossigo a conclusão do espaço.
Posted at 04:09 am by memento
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Wednesday, July 06, 2005
Escrevo para esquecer as palavras.
Lembro-te para apagar o que pensámos.
Choro, porque recordo o que me disseste, um dia.
As frases surgem, lacónicas.
As lágrimas também.
A ferida está aberta aos insectos.
Posted at 10:07 am by memento
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Saturday, June 18, 2005
Posted at 01:23 pm by memento
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Monday, May 16, 2005
Estamos os dois mergulhados no vazio, embrenhados no silêncio que se esfuma na escuridão do espaço, mexo os lábios, tentando revelar-te o que me dás. Abafas as palavras com o olhar e soltas um sorriso contido. Escrevo-te o concreto, suavemente, na pele branca, suada. Tremes por entre sussurros, arrepias-te, observo-te numa memória prometida, deitado no céu nublado. Desvias o olhar. Sinto as lágrimas que correm profundas, procuram os teus lábios, o teu toque. Disfarças as memórias num deserto, no esconderijo de sempre. Refugio-me na certeza do risco tomado, na incerteza do arrependimento.
Corto as imagens de forma arbitrária numa selecção inconsciente. Coloco-te à superficie do poço, onde possa ver o teu reflexo mesmo que um dia a fonte seque. Na poeira em volta libertam-se os nossos fantasmas numa dança da chuva imaginária. Perdem-se no horizonte. Desaparece a esperança com o nascer do sol.
Posted at 12:11 pm by memento
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Levo-te,
no triciclo desmontado,
acompanho-te,
dispersa,
pelo leito de um riacho poluido...
onde nos lavámos timidos.
Posted at 08:44 am by memento
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Tuesday, April 19, 2005
Amanha
Formarei um ciclo, encontrarei a ordem do tempo, da descoberta perversa, da cor que te cobre o corpo sereno, que me lavra a mente dispersa em sentidos, colhidos pelo ápice do universo.
Ontem
Olhei em volta, não me encontrei no reflexo da escuridão, assustei-me com o movimento das imagens, tremi na vertigem da lembrança, acordei com as palavras proferidas sem contexto.
Hoje
Sinto a tua pele, cheiro os teus cabelos num abraço mais pueril, ouço o teu silêncio numa respiração profunda, percorro as sombras da tua alma, provo o teu sorriso mais sincero, toco as tuas palavras e guardo-as numa caixa de metal.
Posted at 04:35 pm by memento
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Friday, April 15, 2005
Uma ligação mal feita, descuidada,
procura cega num vacilar mental
que não permite o resultado
de uma fórmula sem cobaia, sem antídoto.
Há limites
que se abrem na lembrança de um brinquedo,
na areia, um olhar em perspectiva,
com correntes eléctricas no horizonte,
em memórias programadas de um futuro mais presente.
Em cima de mesas dispersas
estão formas de um olhar,
apatia pendurada no baloiço do quintal abandonado
e a escadaria suspensa na ansiedade latejante
de uma vista sobre o mar.
Mergulhadas numa chávena partida
estão a surpresa e a procura
que soltam sonhos caóticos em uníssono.
Nas entranhas, um mergulho repentino...
...um curto-circuito interno
Posted at 09:49 am by memento
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Saturday, April 02, 2005
Corrompido, o corpo vacila, é levado por palavras, pelo que se diz, muitas vezes sem pensar, pelo que se pensa, e muitas vezes não se diz...
um ruído...um ruído...
um vicio que agudiza a solidão, uma chuva que se agrava com trocas de cumplicidades...
um ruído...um ruído...
tudo isto é temporário, tudo isto desvanece, perde-se na beata de um cigarro inacabado. Nada fica do tudo que foi, pouco se encontra do muito que desapareceu em tempos...talvez um arco-íris...epítetos dispersos...diálogos que se prolongaram em acordes mais profundos...olhares incrédulos...vergonhas perversas...
um ruído...um ruído...
do pouco que se descobre, estabelecem-se coordenadas novas, rota linear, desvios anulados pelo anoitecer maduro da razão...então...adiante...vazio...
silêncio...silêncio...

http://abstractart.20m.com/pollock_the_deep.jpg
Posted at 05:59 pm by memento
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Monday, March 14, 2005
Adeus, um desvio mais profundo, num piano abandonado, em caracteres errantes, cortas distancia no tempo e esqueces o som inútil de um beijo, levas contigo o pavor, na forma de um ribeiro murcho , por entre os seios tapados com farrapos de um Olimpo em ruínas, elevas no espaço um olhar que me entrega aos que te escondem, sou o inverso linear de um qualquer amante perfeito, e tenho a alma, perdida, nos farrapos do teu peito.
Posted at 03:20 pm by memento
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